Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino,
1. Introdução
Mateus 7:28 funciona como um ponto de transição literária e teológica crucial entre o Sermão do Monte e as narrativas seguintes. Após três capítulos de ensinamentos densos, profundos e desafiadores, Mateus registra não o conteúdo adicional mas a reação da audiência: o maravilhamento. Este versículo não é um apêndice menor ou uma nota de rodapé, mas um comentário teológico significativo sobre a autoridade e o impacto do ensino de Jesus.
A frase "quando Jesus acabou de dizer essas coisas" marca a conclusão formal do maior bloco de ensino no evangelho de Mateus. Este não é um encerramento casual mas uma fórmula literária que Mateus usa repetidamente para sinalizar o fim dos discursos maiores de Jesus. É como uma pontuação dramática - "e assim termina este ensino crucial." A repetição desta fórmula através do evangelho cria uma estrutura e um ritmo, organizando o material de Mateus em torno de cinco grandes discursos de Jesus.
O maravilhamento das multidões não é meramente uma reação emocional superficial mas uma resposta teológica profunda. Elas não estavam apenas impressionadas com a eloquência ou o entretenimento, mas atordoadas pela autoridade com que Jesus falava. Havia algo fundamentalmente diferente sobre este ensinador. Ele não citava autoridades anteriores, não construía argumentos sobre interpretações rabínicas aceitas, não hesitava com incerteza. Ele simplesmente declarava a verdade com uma autoridade que reivindicava origem divina.
Este versículo levanta uma questão crucial para todo leitor do Sermão do Monte: qual é sua resposta? O maravilhamento é uma reação natural e apropriada ao encontrar a autoridade divina. Mas como Jesus deixou claro na parábola dos dois construtores que concluiu o sermão, o mero maravilhamento sem obediência é inadequado. As multidões estavam maravilhadas - mas seriam praticantes? Ouviriam e agiriam, ou apenas ouviriam e admirariam?
2. Contexto Histórico e Cultural
Fórmulas de Conclusão no Evangelho de Mateus
Mateus estrutura seu evangelho em torno de cinco grandes discursos de Jesus, cada um concluído com uma variação da fórmula "quando Jesus acabou" ou "quando Jesus terminou." Estes cinco discursos são: o Sermão do Monte (capítulos 5-7), o comissionamento dos doze (capítulo 10), as parábolas do Reino (capítulo 13), as instruções sobre a comunidade (capítulo 18), e o discurso sobre o fim dos tempos (capítulos 24-25).
Esta estrutura em cinco partes não é acidental. Mateus, escrevendo primariamente para uma audiência judaica, deliberadamente ecoa a Torá - os cinco livros de Moisés. A mensagem implícita é poderosa: assim como Moisés deu a lei que definiu o Israel antigo, Jesus dá os ensinamentos que definem o novo Israel, a igreja. Jesus é o novo Moisés, mas maior que Moisés porque Ele não apenas transmite a palavra de Deus mas é a Palavra de Deus encarnada.
Métodos Rabínicos de Ensino no Primeiro Século
Para entender por que as multidões estavam maravilhadas, devemos compreender como o ensino religioso normalmente funcionava no judaísmo do primeiro século. Os rabinos ensinavam primariamente através de debate, citação de autoridades anteriores, e interpretação cuidadosa de textos. Um rabino típico diria: "Rabi Hillel ensinou... mas Rabi Shammai disse... e eu concordo com..." A autoridade vinha não de originalidade mas de conexão com a tradição estabelecida.
Havia também uma hierarquia reconhecida de autoridade. As Escrituras eram supremas. Depois vinham os grandes rabinos do passado. Então os rabinos contemporâneos respeitados. Um ensinador ganhava credibilidade demonstrando domínio das tradições rabínicas e argumentando convincentemente dentro das estruturas interpretativas aceitas. A inovação radical era suspeita; a fidelidade à tradição era valorizada.
Jesus operava completamente fora deste padrão. Ele dizia: "Vocês ouviram que foi dito... mas eu lhes digo" - colocando Sua própria autoridade acima até de Moisés. Ele não citava rabinos anteriores para validar Seus pontos. Ele não construía argumentos elaborados através de debate. Ele simplesmente declarava a verdade, e a declaração carregava o peso da autoridade divina auto-evidente.
Maravilhamento Como Categoria Teológica
A palavra grega traduzida "maravilhadas" é "ekplēssō" - literalmente "ser atingido," "ser atordoado," "ficar estupefato." É um termo forte que indica não admiração educada mas choque genuíno. Nos evangelhos, esta palavra frequentemente descreve a reação a manifestações de poder divino - milagres, exorcismos, ressurreição.
Que as multidões experimentaram este nível de maravilhamento meramente de ensino (não de milagres neste contexto) é significativo. Indica que reconheceram algo sobrenatural na autoridade com que Jesus falava. Não era meramente um professor impressionante mas um profeta - ou mais que profeta. Suas palavras carregavam um peso que transcendia a mera sabedoria humana.
No Antigo Testamento, os profetas frequentemente induziam maravilhamento porque falavam não suas próprias opiniões mas "assim diz o Senhor." Jesus vai além mesmo dos profetas: Ele não diz "assim diz o Senhor" mas "eu lhes digo" - reivindicando autoridade pessoal igual à de Deus. Este é o maravilhamento próprio do Messias, o reconhecimento atordoado de que esta pessoa fala com a autoridade que somente o Messias teria.
A Multidão Versus os Discípulos
Mateus distingue entre "multidões" e "discípulos" através de seu evangelho. As multidões seguem Jesus por curiosidade, busca de curas, ou interesse intelectual. Os discípulos seguem por compromisso e obediência. No início do Sermão do Monte (Mateus 5:1), Jesus vê as multidões mas senta para ensinar Seus discípulos - embora as multidões claramente também ouvem.
A reação de maravilhamento em 7:28 vem das "multidões" não especificamente dos "discípulos." Isto pode ser significativo. As multidões ficam maravilhadas mas não necessariamente comprometidas. Elas admiram mas podem não obedecer. O Sermão do Monte terminou com a advertência severa sobre ouvir sem praticar - e agora vemos as multidões que ouviram e estão maravilhadas. Mas serão praticantes?
Autoridade Versus Poder no Mundo Romano
No contexto do império romano, "autoridade" tinha significados específicos. A autoridade vinha de cargo, linhagem, conquista militar, ou decreto imperial. Jesus não tinha nenhuma destas credenciais. Ele não era sacerdote de linhagem de Arão, não tinha cargo oficial no Sinédrio, não tinha exército, não tinha o respaldo de Roma.
Contudo, Ele possuía uma autoridade de tipo diferente - a autoridade própria que não dependia de validação externa. Quando o centurião romano disse a Jesus "apenas diga uma palavra" (Mateus 8:8), ele reconheceu este tipo de autoridade - o poder que não precisa ser imposto porque é auto-evidente. As multidões maravilhadas estavam experimentando a mesma realidade: a autoridade que se confirma através de sua própria manifestação.
3. Análise Teológica do Versículo
Quando Jesus acabou de dizer essas coisas
Esta frase marca a conclusão do Sermão do Monte, um momento de ensino significativo no ministério de Jesus. O Sermão do Monte, encontrado em Mateus capítulos 5-7, é uma coleção de ensinamentos que delineiam os princípios do Reino dos Céus. Inclui as Bem-aventuranças, a Oração do Senhor, e vários ensinamentos éticos. A frase "acabou de dizer essas coisas" é um recurso literário usado por Mateus para sinalizar o fim de um discurso maior, o qual ele usa através de seu evangelho (por exemplo, Mateus 11:1, 13:53, 19:1, 26:1). Esta estrutura destaca a importância dos ensinamentos de Jesus e seu papel em estabelecer a nova aliança.
As multidões estavam maravilhadas
A reação das multidões indica o impacto profundo das palavras de Jesus. O termo "maravilhadas" sugere um senso profundo de espanto e admiração, frequentemente associado com encontrar algo inesperado ou além da experiência humana ordinária. Esta resposta reflete a autoridade e a sabedoria com que Jesus falou, distinguindo-O de outros ensinadores da época. O maravilhamento das multidões pode ser visto como o cumprimento de profecias sobre o Messias, que ensinaria com autoridade e percepção divinas (Isaías 11:2-4).
Com o seu ensino
O ensino de Jesus era revolucionário, desafiando as normas religiosas estabelecidas e oferecendo um novo entendimento da lei de Deus. Diferente dos escribas e fariseus, que dependiam fortemente da tradição e da interpretação, Jesus falava com autoridade direta, frequentemente prefaciando Seus ensinamentos com "Mas eu lhes digo" (Mateus 5:22, 28, 32, 34, 39, 44). Seus ensinamentos enfatizavam o espírito da lei em vez da mera adesão formalista, focando na transformação interna e na justiça. Esta abordagem ressoou com as multidões, que estavam acostumadas às interpretações pesadas da lei pelos líderes religiosos. O ensino de Jesus também cumpriu o papel de profeta, conforme predito em Deuteronômio 18:15, onde Moisés fala de um profeta como ele mesmo que viria e a quem as pessoas deveriam escutar.
4. Pessoas, Lugares e Eventos
Jesus
A figura central do Novo Testamento, cujos ensinamentos e ações formam a fundação da fé cristã. Nesta passagem, Ele acabou de concluir o Sermão do Monte, estabelecendo os princípios fundamentais do Reino dos Céus.
As Multidões
A multidão de pessoas que seguiu Jesus e ouviu Seus ensinamentos. Sua reação de maravilhamento indica o impacto profundo de Suas palavras. Estas multidões representam tanto os curiosos quanto os buscadores genuínos.
O Sermão do Monte
Uma coleção de ensinamentos por Jesus encontrados em Mateus capítulos 5-7, cobrindo vários aspectos da vida justa e do Reino dos Céus. Este é o maior bloco contínuo de ensino de Jesus nos evangelhos.
5. Pontos de Ensino
A Autoridade do Ensino de Jesus
Jesus ensinava com autoridade, diferente dos escribas. Suas palavras não eram apenas informativas mas transformadoras, desafiando os ouvintes a viver segundo a vontade de Deus. A autoridade não vinha de credenciais humanas mas da identidade divina.
Maravilhamento e Reflexão
A reação das multidões deve nos levar a refletir sobre nossa própria resposta aos ensinamentos de Jesus. Estamos meramente maravilhados, ou somos movidos à ação? A admiração sem obediência é inadequada.
Vivendo o Sermão
O Sermão do Monte fornece as diretrizes práticas para a vida cristã. Somos chamados a incorporar estes ensinamentos em nossas vidas diárias, demonstrando os valores do Reino dos Céus através de ações concretas.
O Impacto da Verdade
A verdade tem um impacto profundo naqueles que a ouvem. Como seguidores de Cristo, devemos nos esforçar para compartilhar Seus ensinamentos com outros, confiando no poder de Suas palavras para transformar vidas.
6. Aspectos Filosóficos
A Natureza da Autoridade
Este versículo levanta uma questão fundamental: o que constitui a autoridade genuína? Na filosofia política, a autoridade tradicionalmente deriva do consenso social, da força coerciva, ou dos procedimentos legítimos estabelecidos. Mas Jesus possuía uma autoridade de tipo diferente - a autoridade própria que não dependia de validação externa.
Platão distinguiu entre o poder (a capacidade de forçar conformidade) e a autoridade (o direito reconhecido de ser obedecido). Jesus tinha autoridade sem poder coercivo. Ele não forçou ninguém a ouvi-Lo, não ameaçou punição temporal por rejeição. Contudo, as multidões reconheceram nas Suas palavras uma autoridade que transcendia qualquer credencial humana. Esta é a autoridade que se confirma por si mesma - a verdade que se valida através de sua própria manifestação.
Maravilhamento Como Forma de Conhecimento
O maravilhamento das multidões sugere um modo de conhecimento que transcende a mera razão. Filósofos como Rudolf Otto descreveram a experiência do "sagrado" - o encontro com o divino que evoca o temor reverente misturado com fascínio. As multidões estavam experimentando um conhecimento através do maravilhamento - conhecendo a verdade não apenas intelectualmente mas através de um impacto profundo que atordoa.
Aristóteles argumentou que a filosofia começa com o maravilhamento. O reconhecimento atordoado de que a realidade é mais profunda, mais complexa, mais misteriosa do que presumimos impulsiona a investigação filosófica. As multidões experimentaram o maravilhamento que deveria ter iniciado uma investigação mais profunda: quem é este homem que fala assim? Por que Suas palavras carregam este peso? O que devo fazer em resposta?
O Problema da Reação Apropriada
Filosoficamente, este versículo apresenta a questão sobre a relação entre a emoção e a ação. As multidões foram afetadas - maravilhadas - mas esta emoção levou à ação apropriada? Hume argumentou que a razão sozinha não motiva ação; precisamos das paixões. Mas aqui vemos o inverso: a paixão (o maravilhamento) sem a ação (a obediência) é também inadequada.
Jesus acabara de ensinar na parábola dos dois construtores que ouvir sem praticar leva ao colapso. Agora vemos as multidões que ouviram e estão maravilhadas. O maravilhamento é a resposta emocional apropriada. Mas sem a obediência da vontade, permanece incompleto. Isto sugere uma visão da natureza humana onde o conhecimento, a emoção e a vontade devem estar integrados. Conhecer a verdade deve maravilhar; o maravilhamento deve motivar a obediência.
Autoridade e Liberdade
Na filosofia moderna, a autonomia - o autogoverno, a autodeterminação - é frequentemente considerada o valor supremo. Kant argumentou que a moralidade genuína requer agir por dever livremente escolhido, não por autoridade externa. Mas Jesus reivindicava precisamente a autoridade externa sobre as vidas humanas. Como reconciliar isto com a liberdade?
Uma resposta é que a submissão à autoridade de Jesus é o ato supremo de liberdade racional. Se Jesus é realmente quem reivindicava ser - a Palavra de Deus encarnada - então submeter-se a Ele não é ser governado por outro mas ser governado por Deus que nos criou. Obedecer àquele que é a fonte de nossa existência e define nossa natureza verdadeira é a forma mais alta de autodeterminação racional.
Retórica Versus Verdade
Os sofistas gregos antigos ensinavam a retórica - a arte da persuasão - como uma técnica para alcançar fins pragmáticos independentemente da verdade. Platão os criticou severamente, argumentando que a retórica sem verdade é manipulação perigosa. As multidões maravilhadas levantam esta questão: elas foram meramente persuadidas por retórica hábil, ou reconheceram a verdade?
O texto sugere o último. Não era a eloquência de Jesus que maravilhava mas a autoridade - uma qualidade que transcende a técnica retórica. A verdade tem poder próprio que a retórica sem verdade nunca possui. Esta é uma afirmação forte: a verdade é auto-evidente para aqueles que a encontram sem preconceitos. O maravilhamento das multidões foi o reconhecimento da verdade, não a mera sujeição à persuasão hábil.
7. Aplicações Práticas
Examinar Sua Própria Reação ao Ensino de Jesus
Quando você lê o Sermão do Monte ou outros ensinamentos de Jesus, qual é sua reação honesta? O maravilhamento genuíno? O desconforto porque Ele expõe áreas de desobediência? A familiaridade tão grande que as palavras perderam o poder de chocar? Ou talvez o ceticismo intelectual que resiste à autoridade que Jesus reivindicava? Identifique sua reação real, não a ideal. Se você não experimenta pelo menos algum maravilhamento ao encontrar os ensinamentos de Jesus, pode ser que a familiaridade tenha diminuído o impacto, ou que você esteja lendo superficialmente sem permitir que as palavras penetrem.
Mover do Maravilhamento Para a Obediência
O maravilhamento é uma resposta apropriada mas incompleta. Jesus deixou claro na parábola dos dois construtores: ouvir sem praticar é a insensatez que leva ao colapso. Se você está maravilhado com os ensinamentos de Jesus mas não está praticando-os, está na mesma posição que as multidões no versículo 28 - impressionado mas potencialmente desobediente. Tome o maravilhamento como ponto de partida, não como destino. Pergunte: "Agora que estou maravilhado com esta verdade, o que especificamente devo fazer diferentemente?"
Reconhecer a Autoridade de Jesus em Áreas Específicas
É fácil reconhecer a autoridade de Jesus abstratamente enquanto a ignora em áreas concretas. Você admite que Jesus tem autoridade sobre a moralidade sexual - mas obedece Seus ensinamentos sobre a pureza? Reconhece a autoridade sobre as finanças - mas pratica a generosidade que Ele ensinou? Afirma a autoridade sobre os relacionamentos - mas perdoa os inimigos como Ele ordenou? Identifique uma área específica onde você reconhece a autoridade de Jesus teoricamente mas resiste praticamente, e submeta essa área a Ele hoje.
Compartilhar os Ensinamentos de Jesus Com Autoridade
Como seguidor de Jesus, você é chamado a ensinar outros Seus princípios. Mas com que autoridade você compartilha? Não sua própria autoridade pessoal mas a autoridade das palavras de Jesus mesmas. Quando você compartilha a verdade bíblica, não precisa argumentar, defender ou convencer através da eloquência. Simplesmente apresente claramente o que Jesus ensinou e confie que Suas palavras carregam a autoridade própria. Como Paulo escreveu: "minha mensagem e minha pregação não consistiram de palavras persuasivas de sabedoria, mas consistiram de demonstração do poder do Espírito" (1 Coríntios 2:4).
Cultivar a Capacidade de Maravilhamento
O ceticismo moderno e a familiaridade excessiva podem roubar a capacidade de maravilhamento. Se você lê o Sermão do Monte e não sente nada - nem maravilhamento, nem convicção, nem desconforto - isto é um problema espiritual sério. Peça a Deus que restaure a capacidade de ser atordoado pela verdade. Leia os ensinamentos de Jesus lentamente, meditando em cada afirmação. Permita que as palavras penetrem as defesas intelectuais e toquem o coração. O maravilhamento é o sinal de um coração espiritualmente vivo que reconhece o encontro com o divino.
Ensinar Com a Palavra, Não Apenas Sobre a Palavra
Muitos pregadores e professores falam sobre os ensinamentos de Jesus em vez de deixar Jesus falar através de Seus ensinamentos. A diferença é crucial. Quando você ensina a Bíblia, gaste mais tempo expondo claramente o que o texto realmente diz e menos tempo contando histórias ilustrativas ou dando opiniões pessoais. Deixe a autoridade de Jesus falar por si mesma. As multidões foram maravilhadas não por comentários sobre Jesus mas por ouvir Jesus. Da mesma forma, as pessoas hoje são transformadas não por análises sofisticadas sobre a Escritura mas pelo encontro direto com as palavras de Jesus.
Avaliar a Qualidade do Ensino Que Você Recebe
Nem todo ensino que se rotula "cristão" carrega a autoridade de Jesus. Como as multidões reconheceram a diferença entre Jesus e os escribas, você deve discernir a diferença entre o ensino que fielmente apresenta as palavras de Jesus e o ensino que as dilui, distorce, ou substitui pela sabedoria humana. Teste o ensino que você recebe: este ensinador está expondo fielmente a Escritura ou apresentando opiniões pessoais? Está desafiando os ouvintes a obedecer Jesus ou confortando-os na desobediência? O ensino evoca o maravilhamento pela verdade de Deus ou o mero entretenimento?
8. Perguntas e Respostas Reflexivas sobre o Versículo
Como a autoridade do ensino de Jesus no Sermão do Monte se compara a outros ensinamentos que você encontrou em sua vida?
Esta pergunta exige honestidade sobre como você realmente avalia o ensino de Jesus comparado a outras fontes de sabedoria - a filosofia secular, a psicologia popular, os conselhos de autoajuda, as tradições culturais, ou até o ensino religioso de outras fontes. A distinção que as multidões reconheceram foi a qualidade da autoridade. Os escribas citavam autoridades; Jesus era a autoridade.
Quando você lê a filosofia de Platão ou Aristóteles, você pode admirar a sabedoria deles mas não sente a autoridade divina compelindo obediência. Quando lê o conselho psicológico moderno, pode encontrar os insights úteis mas não a autoridade transcendente. Quando ouve a opinião cultural predominante, pode seguir por conformidade mas não por reconhecer a verdade divina. Mas quando você encontra os ensinamentos de Jesus fielmente apresentados, deveria experimentar algo diferente - o peso da autoridade que não vem de credenciais humanas mas de origem divina.
Se você não experimenta esta diferença, a questão é: por quê? Você está lendo superficialmente? Está tão familiarizado que perdeu a capacidade de ser atordoado? Ou está resistindo ativamente porque reconhecer a autoridade de Jesus exigiria mudanças radicais de vida que você não está disposto a fazer? A resposta honesta a esta pergunta revela muito sobre o estado de sua alma.
De que maneiras você pode aplicar os princípios do Sermão do Monte a suas interações diárias com outros?
Esta pergunta move da teoria para a prática. O Sermão do Monte não é uma filosofia abstrata mas um manual prático para a vida no Reino de Deus. A aplicação específica inclui: quando alguém insulta você, responder com a bênção em vez da retaliação (Mateus 5:44). Quando tentado a julgar, examinar seus próprios defeitos primeiro (Mateus 7:1-5). Quando ansioso sobre as finanças, escolher conscientemente confiar em Deus em vez de preocupar-se (Mateus 6:25-34). Quando negociando com outros, tratá-los como você gostaria de ser tratado (Mateus 7:12).
A questão não é se você pode aplicar todo o Sermão do Monte perfeitamente - ninguém pode exceto Jesus. A questão é se você está intencionalmente tentando aplicá-lo em situações concretas. Cada vez que você enfrenta uma decisão sobre como responder a uma ofensa, como usar o dinheiro, como tratar uma pessoa difícil, você tem a oportunidade de praticar os ensinamentos de Jesus. A maioria dos cristãos conhece estes ensinamentos teoricamente mas falha em aplicá-los praticamente porque não estabelece a conexão intencional entre o princípio e a situação específica.
Reflita sobre um momento quando você ficou maravilhado com uma verdade da Escritura. Como isso impactou sua jornada de fé?
Esta pergunta convida você a revisitar as experiências de maravilhamento genuíno. Talvez foi quando você primeiro entendeu o evangelho - que Deus ama você apesar do pecado, que Cristo morreu em seu lugar, que a salvação é um dom gratuito. Ou quando certo versículo "saltou da página" durante um período de crise, falando precisamente à sua situação. Ou quando estudando uma passagem familiar você subitamente viu uma profundidade que nunca percebeu antes.
Estas experiências de maravilhamento são os marcos espirituais importantes. Elas marcam os momentos quando você encontrou não meramente a informação mas a revelação - quando Deus falou através de Sua Palavra de maneira que penetrou suas defesas e tocou o coração. Refletir sobre estes momentos serve múltiplos propósitos: renova a gratidão, lembra você da fidelidade de Deus, e cultiva a expectativa de futuros encontros com a verdade que maravilha.
Mas também pergunte: o que você fez com o maravilhamento? Levou à mudança de vida, ou permaneceu como uma experiência emocional agradável mas inerte? O teste do maravilhamento genuíno é se produz a obediência transformadora.
Como você pode garantir que sua resposta aos ensinamentos de Jesus vai além do maravilhamento para a obediência ativa?
Esta é a questão prática crucial que aborda diretamente o problema que Mateus 7:28 levanta implicitamente. O maravilhamento sozinho é inadequado. Jesus acabou de ensinar isto na parábola dos dois construtores. Então como você garante que move da admiração passiva para a obediência ativa?
Primeiro, estabeleça um sistema de aplicação imediata. Quando você lê ou ouve o ensino de Jesus, não termine a sessão sem identificar pelo menos uma ação específica que você tomará baseada no que aprendeu. Escreva. Estabeleça um prazo. Peça a alguém que o responsabilize. Segundo, cultive o hábito da "obediência experimental" - quando você não tem certeza se consegue obedecer certo ensinamento, tente por um período definido e observe os resultados.
Terceiro, reconheça que a obediência frequentemente precede a compreensão completa. Você não precisa entender perfeitamente por que Jesus ordenou algo antes de começar a obedecer. Aja em obediência, e a compreensão mais profunda virá através da prática. Quarto, confesse a desobediência quando falha, mas não use a confissão como desculpa para continuar os padrões de desobediência. A confissão genuína leva ao arrependimento, que significa a mudança de direção.
Considere a reação das multidões em Mateus 7:28. Como você pode cultivar um senso similar de temor reverente e reverência pela Palavra de Deus em seu estudo bíblico pessoal?
Cultivar o temor reverente requer combater duas tendências opostas: a familiaridade excessiva e a distância acadêmica. A familiaridade excessiva trata a Escritura como um livro comum que você já conhece bem demais para surpreender você. A distância acadêmica trata a Escritura como um texto antigo interessante para análise intelectual mas não a Palavra viva de Deus.
Para cultivar o temor reverente: Primeiro, comece o estudo bíblico com oração pedindo que o Espírito Santo abra os olhos para ver a verdade que maravilha. Segundo, leia devagar e meditando, não apressadamente como uma tarefa a completar. Terceiro, permita-se ser perturbado quando os ensinamentos de Jesus confrontam seus valores ou escolhas. O desconforto é frequentemente o sinal de que a Palavra está fazendo o trabalho que deve fazer.
Quarto, lembre-se de que você está encontrando não ideias sobre Deus mas a Palavra do próprio Deus. A Escritura não é meramente o registro da revelação passada mas o meio através do qual Deus continua falando hoje. Quinto, termine as sessões de estudo bíblico não com a sensação de ter dominado o texto mas com a humildade de ter sido dominado por ele - reconhecendo que há sempre profundidades maiores a descobrir e que cada encontro com a Palavra deve transformá-lo mais à imagem de Cristo.
9. Conexão com Outros Textos
Mateus 5-7
Todo o Sermão do Monte, que fornece o contexto para Mateus 7:28, inclui os ensinamentos sobre as Bem-aventuranças, a Oração do Senhor, e a Regra de Ouro.
O Sermão do Monte é a fundação do ensino ético cristão. As multidões acabaram de ouvir os ensinamentos revolucionários sobre o caráter (as Bem-aventuranças), a influência (sal e luz), a justiça superior (a interpretação radical da lei), a espiritualidade autêntica (esmola, oração, jejum sem ostentação), as prioridades (o tesouro no céu, não ansiar), os relacionamentos (não julgar, a regra de ouro), o discernimento (a porta estreita, os falsos profetas), e a obediência (construir sobre a rocha). O maravilhamento deles era a resposta apropriada à densidade e à profundidade destes ensinamentos.
Marcos 1:22
"Todos ficaram maravilhados com o seu ensino, porque lhes ensinava como alguém que tem autoridade e não como os mestres da lei."
Este versículo também descreve o maravilhamento das pessoas com o ensino de Jesus, enfatizando Sua autoridade comparada aos escribas. Marcos explica explicitamente o que Mateus apenas implica: a diferença estava na qualidade da autoridade. Os escribas ensinavam de modo derivado, citando autoridades. Jesus ensinava com autoridade, como a origem da verdade.
Lucas 4:32
"Todos ficavam maravilhados com o seu ensino, porque a sua palavra era com autoridade."
Similar a Mateus 7:28, este versículo destaca a autoridade e o poder no ensino de Jesus, que impressionavam os ouvintes. Lucas conecta explicitamente o maravilhamento com a autoridade. Não era apenas o conteúdo mas o modo de entrega - a palavra com autoridade que compelia o reconhecimento da verdade divina.
João 7:46
"Nunca alguém falou da maneira como esse homem fala."
Os guardas enviados para prender Jesus voltaram de mãos vazias, explicando que nunca ninguém falou como Ele. Isto confirma que havia uma qualidade única no ensino de Jesus que até os inimigos reconheciam. A autoridade transcendia as lealdades políticas ou religiosas.
Mateus 13:54
"Vindo à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de forma que todos ficavam maravilhados e perguntavam: 'De onde lhe vêm essa sabedoria e esses poderes miraculosos?'"
Mesmo em Nazaré onde Jesus cresceu, as pessoas ficavam maravilhadas - embora a familiaridade eventualmente levou à rejeição. Isto mostra que o maravilhamento, embora apropriado, não garante a fé salvadora. A resposta adequada requer não apenas a admiração mas a submissão obediente.
10. Original Grego e Análise
Texto em Português: "Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino."
Texto Grego Original: Καὶ ἐγένετο ὅτε ἐτέλεσεν ὁ Ἰησοῦς τοὺς λόγους τούτους, ἐξεπλήσσοντο οἱ ὄχλοι ἐπὶ τῇ διδαχῇ αὐτοῦ·
Transliteração: Kai egeneto hote etelesen ho Iēsous tous logous toutous, exeplēssonto hoi ochloi epi tē didachē autou.
Análise Palavra por Palavra:
Καὶ (Kai)
Conjunção coordenativa "e". Conecta este versículo à narrativa anterior, servindo como ponte entre o sermão e a reação.
ἐγένετο (egeneto)
Aoristo indicativo médio, terceira pessoa singular de "ginomai" (tornar-se, acontecer, vir a ser). Literalmente "aconteceu," "veio a passar." Esta é uma fórmula estilística comum nas narrativas bíblicas gregas, ecoando o estilo do Antigo Testamento na Septuaginta. Cria uma transição formal entre as seções narrativas.
ὅτε (hote)
Advérbio temporal "quando," "no momento que." Introduz uma cláusula temporal subordinada indicando a simultaneidade ou a sequência imediata.
ἐτέλεσεν (etelesen)
Aoristo indicativo ativo, terceira pessoa singular de "teleō" (completar, terminar, cumprir, realizar). Este verbo é significativo porque implica não apenas parar de falar mas completar propositadamente. Jesus não foi interrompido ou simplesmente parou; Ele completou o que Se propôs a ensinar. A raiz "telos" (fim, propósito, meta) sugere o cumprimento intencional.
ὁ Ἰησοῦς (ho Iēsous)
Artigo definido nominativo masculino singular "ὁ" (o) com nome próprio nominativo "Ἰησοῦς" (Jesus). O uso do artigo definido com o nome próprio é comum em grego, enfatizando a identidade conhecida e específica.
τοὺς λόγους (tous logous)
Artigo definido acusativo plural masculino "τοὺς" (os) com substantivo acusativo plural "λόγους" (palavras, ensinamentos, discursos). "Logos" é um termo rico que pode significar uma palavra simples, um discurso completo, a razão, ou até a palavra divina (como em João 1:1). Aqui refere-se ao corpo completo de ensinamentos no Sermão do Monte.
τούτους (toutous)
Pronome demonstrativo acusativo plural masculino "estes," "estas." Aponta especificamente para as palavras recém-concluídas - todo o Sermão do Monte em Mateus 5-7.
ἐξεπλήσσοντο (exeplēssonto)
Imperfeito indicativo passivo, terceira pessoa plural de "ekplēssō" (surpreender, atordoar, maravilhar, deixar estupefato). O prefixo "ek" (fora de) intensifica "plēssō" (golpear, atingir), criando a imagem de ser atingido para fora de si mesmo, atordoado. O imperfeito indica a ação contínua ou habitual no passado - eles continuavam sendo maravilhados, ou estavam em estado de maravilhamento persistente. A voz passiva sugere que o maravilhamento não foi gerado internamente mas foi o efeito sobre eles de uma força externa (os ensinamentos de Jesus).
οἱ ὄχλοι (hoi ochloi)
Artigo definido nominativo plural masculino "οἱ" (os) com substantivo nominativo plural "ὄχλοι" (multidões, massas, grupos de pessoas). "Ochlos" geralmente refere-se a um grande grupo de pessoas comuns, distinguidas dos líderes ou dos discípulos comprometidos. Através dos evangelhos, as multidões são caracterizadas pelo interesse mas não necessariamente pelo compromisso profundo.
ἐπὶ (epi)
Preposição com dativo "sobre," "por causa de," "com respeito a." Indica a razão ou a base do maravilhamento.
τῇ διδαχῇ (tē didachē)
Artigo definido dativo feminino singular "τῇ" (o/a) com substantivo dativo "διδαχῇ" (ensino, instrução, doutrina). "Didachē" vem de "didaskō" (ensinar) e refere-se ao conteúdo e ao método de ensino. Este não era meramente informação mas instrução com autoridade e com a intenção transformadora.
αὐτοῦ (autou)
Pronome genitivo terceira pessoa singular masculino "dele," "de si." Refere-se a Jesus - "o ensino dele," "Seu ensino."
Observações Gramaticais Significativas:
A estrutura "kai egeneto hote" (e aconteceu quando) é uma fórmula literária que Mateus usa cinco vezes para marcar as conclusões dos cinco grandes discursos de Jesus (7:28, 11:1, 13:53, 19:1, 26:1). Esta repetição cria uma estrutura e um ritmo através do evangelho, organizando o material em torno dos blocos maiores de ensino.
O contraste entre os aoristos ("egeneto," "etelesen") e o imperfeito ("exeplēssonto") é significativo. Os aoristos marcam os eventos pontuais - aconteceu, Ele completou. O imperfeito descreve o estado duradouro - eles estavam/continuavam maravilhados. Isto sugere que o maravilhamento não foi uma reação momentânea mas uma impressão persistente que permaneceu com as multidões.
A voz passiva de "exeplēssonto" (estavam sendo maravilhadas) é teologicamente significativa. As multidões não decidiram ficar maravilhadas; elas foram maravilhadas - passivamente afetadas por uma força externa. Isto implica que a autoridade do ensino de Jesus era objetivamente compelente, não meramente o resultado das disposições subjetivas dos ouvintes.
O termo "logos" (palavras) conecta-se ao prólogo de João onde Jesus é identificado como "o Logos" (a Palavra). As palavras de Jesus não são meramente os ensinamentos humanos mas a expressão da Palavra divina encarnada.
A palavra "didachē" (ensino) aparece novamente no próximo versículo (7:29) onde é contrastada com o ensino dos escribas. O ensino de Jesus era de uma qualidade fundamentalmente diferente - não derivado mas original, não interpretativo mas com autoridade.
11. Conclusão
Mateus 7:28 funciona como um ponto de transição literária e teológica essencial entre o Sermão do Monte e as narrativas seguintes. Este versículo não é meramente uma nota de rodapé mas um comentário significativo sobre a natureza e o impacto do ensino de Jesus. As multidões foram maravilhadas - a resposta apropriada ao encontrar a autoridade divina manifestada em palavras humanas.
A fórmula conclusiva "quando Jesus acabou de dizer essas coisas" é mais que uma transição estilística. É uma declaração teológica de que Jesus completou propositadamente o maior bloco de ensino. O verbo "teleō" (completar) implica o cumprimento intencional, não o mero encerramento. Jesus disse exatamente o que pretendia dizer, nem mais nem menos. O Sermão do Monte está completo como uma unidade de ensino.
O maravilhamento das multidões valida a autoridade única do ensino de Jesus. Elas não estavam meramente interessadas ou moderadamente impressionadas. Elas estavam "ekplēssō" - atordoadas, atingidas para fora de si mesmas, estupefatas. Esta é uma linguagem forte que os evangelhos reservam para as reações às manifestações de poder divino. Que as multidões experimentaram este nível de maravilhamento do ensino sozinho (não de milagres neste contexto) indica que reconheceram algo sobrenatural na autoridade de Jesus.
A distinção implícita entre Jesus e os escribas que Marcos e Lucas tornam explícita é crucial. Os escribas ensinavam de modo derivado, construindo sobre as autoridades anteriores, argumentando dentro das tradições interpretativas estabelecidas. Jesus ensinava de modo original, reivindicando a autoridade pessoal igual à de Deus. Quando Ele dizia "mas eu lhes digo," estava colocando Sua palavra acima até de Moisés. Esta reivindicação era ou a blasfêmia ultrajante ou a verdade divina - não havia meio-termo.
O maravilhamento das multidões sugere que, pelo menos neste momento, elas reconheceram a verdade divina. Havia uma autoridade que se confirmava por si mesma nas palavras de Jesus que compelia o reconhecimento. Não precisava ser argumentado ou defendido; validava-se através de sua própria manifestação. Esta é a característica da verdade divina - ela carrega o peso da eternidade que a sabedoria meramente humana nunca possui.
Contudo, Mateus deixa uma questão crucial sem resposta: o maravilhamento das multidões levou à obediência? Jesus acabara de advertir severamente na parábola dos dois construtores que ouvir sem praticar leva ao colapso catastrófico. Agora vemos as multidões que ouviram e estão maravilhadas. O maravilhamento é a resposta emocional e intelectual apropriada. Mas sem a obediência da vontade, permanece inadequado.
Esta tensão entre a admiração e a obediência persiste através da história cristã. Muitos admiram Jesus como um grande professor moral, maravilham-se com a sabedoria do Sermão do Monte, reconhecem a profundidade de Seus insights - mas não O obedecem como Senhor. Eles permanecem na posição das multidões: maravilhados mas não transformados, impressionados mas não convertidos, atordoados mas não submissos.
A aplicação para os leitores modernos é direta e pessoal. Quando você lê o Sermão do Monte, experimenta o maravilhamento? Se não, isto é um problema espiritual sério. Pode indicar a familiaridade excessiva que diminuiu o impacto, o ceticismo que resiste à autoridade, ou a dureza de coração que não consegue reconhecer a verdade divina. Peça a Deus que restaure a capacidade de ser maravilhado.
Mas se você experimenta o maravilhamento, a pergunta seguinte é ainda mais crucial: o que você faz com ele? O maravilhamento deve levar a uma investigação mais profunda sobre quem Jesus é. E a investigação deve culminar em uma decisão: este Jesus que fala com a autoridade divina merece não apenas a admiração mas a adoração e a obediência totais. Será que você O reconhecerá como Senhor e submeterá a vida a Seus ensinamentos?
O próximo versículo (7:29) explicará por que as multidões estavam maravilhadas: "porque Ele os ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os mestres da lei." Mas Mateus 7:28 deixa-nos com o maravilhamento das multidões como um espelho onde devemos ver nossa própria reação. Você é como as multidões - maravilhado mas não necessariamente obediente? Ou você é como os discípulos que não apenas ouvem mas praticam, não apenas admiram mas obedecem?
Jesus não ensinou para entreter ou impressionar. Ele ensinou para transformar. O Sermão do Monte não é uma filosofia ou uma poesia para apreciar mas são mandamentos para obedecer. O maravilhamento é o ponto de partida apropriado, mas a obediência é o destino necessário. Que possamos ser encontrados não apenas entre aqueles que ficam maravilhados mas entre aqueles que, maravilhados pela autoridade de Jesus, submetem as vidas completamente a Ele.









